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terça-feira, 24 de março de 2020

Saiba:

Conheça todas as medidas que a Educação Adventista está adotando para combater o avanço do Coronavírus 🦠
Atualizações diárias você acompanha em: educacaoadventista.org.br/coronavirus ⚠

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Aulas de Direito Administrativo para o projeto "Concurso 2016"

Fala galera! Já saiu as aulas introdutórias aos temas que serão abordados na prova do concurso! Neste postagens teremos a introdução ao Direito Administrativo com a professora Mariana Carnaes do GETUSSP. Bons estudos!



Aula 1
https://www.youtube.com/embed/nossq8R1Y3I

Aula 2
https://www.youtube.com/embed/ExKPCY4mhQg

Aula 3
https://www.youtube.com/embed/0Y5NxPvBBZE

Aula 4
https://www.youtube.com/embed/qgDUoyTB-jA

Aula 5
https://www.youtube.com/embed/YTsUZvVqaYM

Aula 6
https://www.youtube.com/embed/bMNAr-rQZX4

Aula 7
https://www.youtube.com/embed/7MbLKkJoNDo

Estas sete aulas serão o conteúdo que poderá cair na prova!
Mas caso você queira se aprofundar mais no estudo em outros momentos, segue o link do canal do GETUSSP: https://www.youtube.com/user/getusp

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Edital "Concurso Público 2016"

Fala galera! Saiu o edital do projeto "Concurso Público 2016"! Para ter acesso, basta clicar no link abaixo! Participe!

https://drive.google.com/file/d/0Bz7acl9XO1cYX21GdHZSMkEtSmc/view?usp=sharing

terça-feira, 12 de abril de 2016

Receba uma Constituição Federal em sua casa de graça!

Fala galera! Segue a dica pra você que quer ter um exemplar da Constituição Federal em sua casa e de graça (não totalmente gratuita, uma vez que pagamos altos impostos...). Mas segue a dica abaixo para você adquirir o seu exemplar e começar a estudar e conhecer um pouco sobre um tema muito importante (pois ela que rege o nosso país) e também muito cobrado em provas de concursos públicos. Mas se você quiser apenas a versão em pdf, é só clicar no link abaixo:

http://www.senado.gov.br/atividade/const/con1988/con1988_18.02.2016/CON1988.pdf



COMO FAÇO?

1 - Copie os endereços de e-mail abaixo e envie uma mensagem para esses três senadores solicitando os livros.

Marta Suplicy – marta.suplicy@senadora.leg.br

Aloysio Nunes– aloysionunes.ferreira@senador.leg.br

José Serra- jose.serra@senador.leg.br


ATENÇÃO: Enviem e-mail para os 3 Senadores, aumentando suas chances de sucesso e podendo até receber livros de sobra pra dar pra seu amigo concurseiro.

2- O próximo passo agora é elaborar o teor da mensagem de e-mail. Vamos transcrever aqui um texto como sugestão, mas sugerimos que você elabore seu próprio texto de forma personalizada:
“Exmo. Sr. Senador Walter Pinheiro,Gostaria de receber um exemplar da Constituição Federal atualizada para fins de estudo para concursos públicos, uma vez que me encontro em situação financeira desfavorável.Contando com a compreensão de V.Exa., desde já agradeço a atenção!Endereço de Envio: (coloque aqui seu endereço para envio do material).Atenciosamente, fulano de Tal”
constituicao

Tente também com os Deputados Federais. A lista de seus e-mails você encontra AQUI.



Dica retirada do site: http://www.gabaritofinal.com.br/

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As 6 razões pelos quais os imigrantes sírios fogem para a Europa


Mais de 4 milhões de refugiados provenientes da Síria já se encontram vivendo em países vizinhos, onde as condições são extremamente precárias



Alguns jornais da Europa estão informando que os refugiados sírios querem ir para a Europa por uma única razão: econômica. De acordo com o The Independent, as razões pelos quais os migrantes sírios querem deixar o Oriente Médio para a Europa são muito mais do que apenas fazer dinheiro no velho continente.
P
Segundo a Agência para os Refugiados das Nações Unidas (UNHCR) reporta, mais de 4 milhões de refugiados provenientes da Síria já se encontram vivendo em países vizinhos,onde as condições são extremamente precárias. A Agência para os Refugiados vem monitorando a situação desde que a guerra civil irrompeu, e identificou as seis principais razões por trás do movimento migratório sírio para a Europa.
1 - Perda de Esperança
O confronto na Síria avança para o seu quinto ano e não existe visumbre de uma solução em breve. A situação está acabando com a esperança de muitos sírios, com sentimentos de incerteza sobre o futuro e desespero.
2 - Agravamento da pobreza
Em muitos casos, as pessoas tem condições financeiras muito precárias e já até venderam todos os seus pertences, apenas para poder adquirir itens básicos de sobrevivência. Os refugiados que se encontram em países como Egito e Jordânia também enfrentam o mesmo problema.
3 - Acesso limitado a trabalho
Muitos refugiados sírios que se encontram no Líbano, no Egito e na Jordânia tem muita dificuldade de conseguir trabalho por conta das restrições legais de acesso ao trabalho destes países e a queda no preço do petróleo colabora para a diminuição da oferta de trabalho. Os refugiados tem que se contentar com trabalho informal, exploração, condições inseguras, empregadores manipuladores e pagamentos muito baixos. Em alguns campos de refugiados, a prostituição tem aumentado e se tornado um problema. Alguns países querem renovar os vistos de residência dos refugiados somente com a condição de que eles não trabalhem.
4 - Saúde precária
Programas de ajuda a refugiados têm sido atormentados por escassez de financiamento. Houveram grandes cortes na ajuda alimentar para milhares de refugiados, enquanto aqueles que a recebem têm de sobreviver com US $ 0,45-0,50 por dia. Muitos refugiados da Jordânia disseram que os cortes na comida foram "a gota d'água" para que tomassem a decisão de deixar o país. Muitas pessoas passaram a mendigar e as crianças tiveram que começar a trabalhar, como resultado.
5 - Obstáculos para renovar vistos no Líbano e na Jordânia
Por conta das novas leis, refugiados que já estão no Líbano devem pagar 200 dólares por ano para renovar o visto de residência, o que gerou uma debandada para a Turquia. Eles ainda tem que assinar um termo, se comprometendo a não trabalhar e apresentar um contrato de aluguel de moradia certificado. Muitos refugiados tem medo de serem presos ou detidos e se sentem vulneráveis por estarem na ilegalidade.
6 - Escassas oportunidades de educação
Na Jordância, 20% das crianças abandonaram as escolas para trabalhar e, em alguns casos, algumas meninas estão sendo forçadas a se casarem cedo. Cerca de 90 mil crianças sírias em idade escolar não tem educação formal.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br/mundo/141389/as-6-razoes-pelos-quais-os-imigrantes-sirios-fogem-para-a-europa

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Dica do Fera pra você turbinar o seu inglês!

Dois sites que você pode usar de graça para aprender ou aprimorar o seu inglês de maneira dinâmica e divertida! É só clicar nos links abaixo!




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Um falso estudo sobre dieta põe em cheque a veridicidade de outras pesquisas

Meus caros e caras, segue abaixo uma notícia que nos convida a refletir sobre a seriedade e, até mesmo, realidade que são retratadas em pesquisas científicas. O estudo noticiado abaixo referia-se a uma dieta onde se incluía o consumo de chocolate, porém podemos ir mais além quanto a outros estudos, principalmente os que se referem a origem da Terra.
Boa leitura! Se quiser, deixe seu comentário abaixo!
Prof douglas

É terrivelmente fácil enganar milhões de pessoas com pesquisas científicas fajutas
Por: Renan Lopes
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Você deve ter lido alguma coisa sobre a suposta dieta que trazia resultados mais rápidos ao incluir chocolate no cardápio. As matérias sobre a tal dieta se baseavam em uma pesquisa do Instituto de Dieta e Saúde (Institute of Diet and Health) e eram de autoria do médico alemão e diretor do instituto Johannes Bohannon. Ela foi publicada por revistas científicas e divulgada mundialmente em sites, revistas e programas de TV. E ela não passou de uma grande mentira.

Johannes Bohannon e o Instituto de Dieta e Saúde não passam de invenções do jornalista John Bohannon. Ele criou o site do instituto e publicou o estudo para expor como é fácil divulgar um estudo científico duvidoso.

>>> Revistas científicas aceitam artigo “escrito” por Maggie Simpson
>>> 120 artigos foram criados em “gerador de lero-lero” e ninguém percebeu

O estudo
O jornalista explica no io9 que a pesquisa foi encomendada por um canal de televisão alemão. Uma equipe do canal produzia um documentário sobre a ciência fajuta da indústria da dieta, que transformam ciência ruim, barata e duvidosa em grandes manchetes em jornais. E, tirando os resultados, tudo foi feito como uma pesquisa de verdade: com médicos, um profissional de estatística e objetos de pesquisa — pessoas dispostas a participar da dieta.

Os sujeitos participantes da pesquisa — 5 homens e 11 mulheres, de 19 a 67 anos — receberam 150 euros cada e foram informados que o estudo fazia parte de um documentário sobre dietas e nada mais.

A escolha do chocolate amargo veio do médico responsável pelos exames clínicos da pesquisa. Gunther Frank, clínico geral e autor de um livro contra a pseudociência por trás de dietas, explica: “Chocolate amargo tem gosto ruim, e por isso as pessoas acham que ele faz bem”, diz. “É como uma religião”.

Depois de uma bateria de exames, o clínico separou os participantes em três grupos distintos: o primeiro em uma dieta de baixa caloria, o segundo na mesma dieta de baixa caloria mais a inclusão de 40 g de chocolate por dia e o terceiro grupo continuou com os mesmos hábitos alimentares que já mantinham. Cada indivíduo se pesou diariamente por 21 dias consecutivos e foi submetido a um questionário e mais uma bateria de exames ao final do experimento.

E o resultado? O terceiro grupo manteve ou teve mudanças insignificantes no peso, enquanto cada indivíduo do segundo e do primeiro grupo emagreceram cerca de 2.5 kg, com o segundo grupo, o que incluía chocolate na dieta, perdendo peso 10% mais rápido e com melhores resultados nos exames de colesterol que o primeiro.

O resultado
Então o estudo funciona? Bem, sim e não. O estudo mostrou uma aceleração na perda de peso do grupo que comeu chocolate, no entanto, o número de indivíduos testados é muito pequeno para se chegar a qualquer conclusão — os testes foram feitos com apenas 15 pessoas. Mas os responsáveis pelo estudo sabiam disso. Bohannon explica no post:

“Se você medir um grande número de coisas em um número pequeno de pessoas, você quase certamente terá um resultado ‘estatisticamente significativo'”

E adivinha? O estudo conta com dezoito medidas diferentes — peso, colesterol, sódio, níveis de proteína do sangue, qualidade do sono, bem-estar e outros — e apenas 15 pessoas para teste. Eles estavam fadados a receber pelo menos um resultado bom. “Não sabíamos com o que terminaríamos — as manchetes poderiam ser que chocolate melhora o sono ou diminui a pressão arterial — mas sabíamos que nossas chances de ter pelo menos um resultado ‘estatisticamente significativo’ eram boas”, diz o jornalista.

Além disso, Bohannon explica que os hábitos alimentares do terceiro grupo, que não recebeu nenhuma dieta, sequer foi questionado; e alguns fatores, como o ciclo menstrual, que pode oscilar o peso de mulheres em quantidades próximas ao que a dieta prometia eliminar, também não foi levado em consideração.

Publicando e divulgando
chocolate
chocolate

Com os resultados em mãos, Bohannon submeteu a pesquisa para publicação em revistas científicas e dentro de 24 horas diversas publicações mostraram interesse em divulgá-la — a equipe acabou escolhendo a International Archives of Medicine, que, apesar de afirmar revisar cada pesquisa rigorosamente, publicaria o estudo por 600 euros.

Uma vez publicada, era a hora de divulgar a história: um release à imprensa bem explicado, que frisava os pontos fortes da pesquisa – como o chocolate ser um instrumento para perder peso – e omitia possíveis questionamentos, como o pequeno número de participantes da pesquisa. O release era praticamente uma matéria pronta para os jornalistas a publicarem, como diz o próprio Bohannon — e ela serviu perfeitamente para chamar a atenção de revistas e sites dos mais diversos lugares.

Dezenas de mídias de todo o mundo publicaram a história: Irish Examiner, o site alemão da Cosmopolitan, Times of India, o site alemão e indiano do Huffington Post, um telejornal do Texas e um programa matinal da Austrália divulgaram o estudo.

No Brasil, caíram na pegadinha o portal Vírgula, a TV Cultura e o site F5, da Folha de S. Paulo. (Só o F5 corrigiu o texto.)


http://t.co/hq88J8gwDl – A notícia do seu dia: estudo diz que comer chocolate diariamente pode ajudar a emagrecer pic.twitter.com/1f0lJr3nA9

— Portal Virgula (@portalvirgula) April 8, 2015

E nas poucas vezes em que foi contatado por jornalistas, Bohannon diz que ninguém perguntou sobre o número de participantes da pesquisa, e nenhuma matéria parecia consultar a pesquisa em si – algo necessário para averiguar se as descobertas eram mesmo reais.

A lição
Bohannon usou o estudo em dietas para alertar como é fácil publicar e divulgar um estudo dúbio, e como a editoria cientifica de revistas e jornais tem sido tratada como fofoca pela mídia. Ele espera que o experimento faça de repórteres e leitores mais céticos:

Se um estudo não lista quantas pessoas fizeram parte dele, ou afirma que os resultados são “estatisticamente significativos”, você deve perguntar o porquê. Quando falhamos [em questionar], o mundo é inundado por ciência fajuta.

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/pesquisas-fajutas-midia/

domingo, 17 de maio de 2015

Enem 2015: saiba o que muda na prova este ano

Entenda por que a taxa de inscrição aumentou e veja quem pode pedir isenção

Brasil Post | De Grasielle Castro | 14/05/2015 18h 24
Os estudantes que sonham entrar na universidade já podem anotar no calendário a data da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. As provas serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro. A inscrição abre no próximo dia 25 e custa R$ 63. São mais de 205 mil vagas em mais de 150 instituições públicas de ensino superior.

A novidade é que este ano o Enem vai aderir ao clima do ajuste fiscal da presidente Dilma Rousseff. Nesta edição, não haverá impressão e envio dos cartões de confirmação. O documento estará disponível na página do Enem. Só com isso, o Ministério espera economizar R$ 18 milhões. A pasta também conta o aumento da taxa de inscrição, reajustada pela inflação acumulada de R$ 35 para R$ 63, para diminuir os custos públicos.
O ministro Renato Janine Ribeiro ressalta que a pasta não pode mais jogar fora 2,5 milhões de provas, como fez no ano passado. Ele ressalta que é muito papel, muita tinta e muito dinheiro público que poderia ser usado melhor. “Nosso objetivo é ser o mais acolhedor possível. Nome social, dificuldade de cálculo, de visão é uma coisa. Outra coisa é desperdício e descaso com a coletividade", disse.
Isenção
Outra novidade que também deve cortar custos é que o Ministério da Educação não vai mais tolerar os faltosos. A prática de valer da isenção para se inscrever, não participar da prova e no ano seguinte se inscrever gratuitamente de novo não será tolerada. No ano passado mais de 2,5 milhões de inscritos, quase 30% do total, se inscreveram e não compareceram. Do total, 65% eram isentos.

Este ano o MEC não vai negar nenhuma isenção, mas a partir do ano que vem o candidato isento que tiver faltado em 2015 só poderá fazer a inscrição gratuitamente se tiver uma justificativa aceita pela pasta. O ministério ainda não definiu os critérios para a justificativa.

Calendário:

Inscrições: 10h de 25/05 até 23h59 de 05/06 no enem.inep.gov.br

Taxa: R$ 63 - São isentos os concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas públicas e os que declararem carência.

Prazo final para pagamento: 21h59 de 10/06

Data da prova: 24/10 - Ciências humanas e ciências da natureza - e 25/10 - Linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática

O que muda:

- E-mail único: O mesmo endereço de e-mail não poderá ser usado por mais de um estudante para fazer a inscrição.
- Horário das provas: O horário de início das provas não será mais o mesmo do horário de fechamento dos portões. Haverá um espaço de 30 minutos para os estudantes se organizarem nas salas.
Abertura dos portões: 12h
Fechamento dos portões: 13h
Início das provas: 13h30
*Horários de Brasília. Os sabatistas entram as 13h, mas só iniciam a prova às 19h do horário local no sábado. 
- Faltosos: Participante que obtiver isenção do pagamento da taxa de inscrição que não comparecer não terá direito a isenção no ano seguinte.
- Problemas de visão: Inclusão do atendimento para visão monocular e ledor e transcrição para participantes com discalculia.

O que continua igual:

- Nome social: O uso do nome social com a possibilidade de usar o banheiro do gênero ao qual o aluno se identifica permanece.
- Proibição aos telefones: Os estudantes que usarem aparelhos eletrônicos na hora da prova serão desclassificados.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Apenas 7 cooperativas do movimento faturam cerca de R$ 100 milhões por ano, um negócio e tanto para quem imagina que da roça dos sem-terra só saem conflitos



Fala galera! Reproduzo abaixo uma notícia muito interessante sobre o MST para que possamos
observar o movimento em questão com outros olhos. Vale a pena a leitura!

abc

Prof Douglas

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Novo no ramo, o representante comercial mostra o folder do suco de uva integral Monte Vêneto,
produzido em Cotiporã, na serra gaúcha, e anuncia que é a mais moderna indústria de sucos da
América Latina, produto 100% natural. “É a única que só produz suco de uva”, enfatiza.

Num belo catálogo, produzido com papel e imagens de alta qualidade (a capa é ilustrada com fotos de vacas holandesas saudáveis pastando numa propriedade rural sustentável), ele aponta os 57 produtos derivados do leite. Em seguida, apanha e exibe com indisfarçável orgulho o produto que pode se tornar top do novo empreendimento: arroz orgânico embalado a vácuo.

Reprodução
Catálogo de uma das marcas administradas pelo MST

“A sociedade não sabe o que fazemos. Acha que só invadimos terra. Muitas pessoas ficam surpresas quando mostramos nossos produtos”, diz Altamir Bastos, gaúcho de Panambi, 44 anos, 23 deles como militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Nascido nas brechas da ditadura, em 1979, e há 28 como movimento, o MST está acoplando à sua estrutura de esquerdista os métodos e estratégias do capitalismo de mercado.
Sem o cacoete dos tradicionais comerciantes, o agora com terra Altamir é um símbolo do empreendedorismo e da nova trincheira do MST no enfrentamento ao seu arqui-inimigo, o agronegócio.
Há 15 dias ele fechou um contrato no valor de R$ 2,4 milhões com a Prefeitura de São Paulo para fornecer 930 toneladas de arroz orgânico para a merenda escolar do município e, em contrapartida, melhorar a renda de 1.400 famílias da Cooperativa dos Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap).
Foi um lance estratégico. Permite ao MST enganchar um pequeno vagão na “locomotiva” da economia do país e, assim, ampliar seu controle no chamado mercado institucional (órgãos públicos em geral) para entrar naquilo que mais lhe interessa: a rede de distribuição de alimentos que abastece a classe média no mercado dominado pelos médios e grandes produtores rurais.
O contrato com a Prefeitura de São Paulo inclui ainda 480 toneladas de arroz parboilizado e outras 470 de feijão, produzidos, respectivamente, em assentamentos de Querência do Norte (RS) e Itapeva (SP). No total a cooperativa faturou e repassará aos assentados R$ 5, 984 milhões.
A Prefeitura de São Paulo é um pequeno naco setor público, aberto com a decisão do governo federal em determinar, por lei, que 30% de alimentos para o setor público tenham origem na agricultura familiar. Nessa seara, que já pertenceu aos médios e grandes, o MST é hoje o líder. Controla mais de 10 milhões de hectares de terra, tem cerca de 400 mil famílias assentadas e _ ancorado no cooperativismo _ produz em suas agroindústrias derivados de grãos e de leite com qualidade e sabor de fazer inveja aos grandes empreendimentos rurais.
Apenas sete cooperativas _ duas no Rio Grande do Sul, uma em Santa Catarina, duas no Paraná e duas no interior paulista _ faturam cerca de R$ 100 milhões por ano, um negócio e tanto para quem imagina que da “roça” dos sem-terra só sai conflito.
Esse desempenho já colocaria o MST num ranking de empresas de médio para grande porte, conforme critérios do BNDES. Mas o faturamento, segundo Altamir, é bem maior, uma vez que o MST, embora não disponha de um banco de dados sobre produção e comercialização, está organizado em todo o país.
A parceria com a gestão do prefeito Fernando Haddad, do PT, abriu as portas para ampliar o mercado institucional e conquistar administrações de todos os partidos, inclusive do PSDB, como em Santos e Suzano, que já fecharam contratos.
No ABC paulista, os negócios estão prosperando tanto que a Prefeitura de São Bernardo do Campo, gerida pelo petista Luiz Marinho, passou a usar os 100% de sua receita para a comprar alimentos da merenda escolar nas cooperativas do MST. No total, segundo Altamir, 20 prefeituras de São Paulo _ uma mais, outras menos _ já estão na carteira de clientes.
Essas parcerias, segundo o militante, permitem aos assentados traçar metas de produção em escala e, seguindo estratégia de mercado, conquistar no longo prazo quase o monopólio dos alimentos orgânicos, um mercado tratado com certo desdém pelo agronegócio, mas um ponto de afirmação para o MST.
Ainda que modestamente, o movimento domina a cadeia produtiva dos orgânicos e avança na produção de leite longa vida, leite em pó, iogurtes e achocolatados em geral, sempre criando marcas e produtos que se contraponham aos da concorrência. É o caso, por exemplo, do Terrinha, um achocolatado mais natural, colocado na merenda para invadir a faixa ocupada hoje pelo Toddynho, galinha dos ovos de ouro da Pepsico do Brasil Ltda na linha infantil.
“O dinheiro não tem ideologia, mas a opção por produzir alimentos orgânicos faz parte dos nossos compromissos e da nossa história. Eles fazem parte da luta da agricultura familiar contra os transgênicos, que são símbolos do agronegócio”, explica Altamir.
Ele diz que a prioridade dos assentamentos é a produção de alimentos saudáveis, com sabor e qualidade, para escolas públicas, especialmente aquelas em que estudam os filhos dos sem-terra. “Mas queremos entrar no mercado tradicional”, afirma Altair Bastos, que está fazendo prospecção para a implantação de um projeto ousado: construir na capital paulista um centro de distribuição de produtos originários de assentamentos do Sul e do Sudeste.
O governo do tucano Geraldo Alckmin ofereceu de graça um terreno ao longo da Rodovia Castelo Branco, mas o local está a mais de 100 quilômetros da capital. O MST está priorizando uma área que fique num dos assentamentos mais próximos de São Paulo e que esteja situado num eixo rodoviário com infraestrutura e condições de mobilidade. Uma das opções é Franco da Rocha, na região metropolitana.
Os gastos previstos para o entreposto são da ordem de R$ 10 milhões e o alvo, claro, são as demais 625 prefeituras paulistas, as de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de Goiás, regiões em que Altamir Bastos atua como representante comercial. Nos estados do Sul, o MST já domina boa parte do fornecimento e, em lugares como o Rio Grande do Sul _ matriz do movimento _ abastece universidades, escolas estaduais e toda a rede de presídios.
Potencial institucional
A potencialidade do mercado institucional é estimulada por lei federal criada em 2009 pelo governo e aperfeiçoada. Ela garante um naco do mercado aos movimentos envolvidos na luta pela reforma agrária, mas vincula o sistema de comercialização às cooperativas e cria um limite de R$ 20 mil de faturamento para cada família. Atualmente 95% da produção dos assentamentos do MST são vendidos para escolas, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ao Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal.

“Estamos lutando para mudar a lei e, assim, permitir que cada família possa vender pelo menos R$ 30 mil”, diz Altamir. Segundo ele, as prefeituras têm potencial de um grande e cobiçado mercado consumidor, já que atualmente, conforme estima, os produtos do MST cheguem a menos de 5% dos 5.564 municípios brasileiros.
O crescimento nesse segmento, segundo o militante, daria ao MST musculatura para, mais à frente, com os pés no chão, entrar num embate com o agronegócio pelas prateleiras dos grandes supermercados depois de uma frustrada tentativa de parceria com o Grupo Pão de Açúcar.
“Eles nos espremeram por todos os lados. Cobram até o espaço em que o produto é colocado na prateleira”, queixa-se Altamir. No ano passado o MST colocou nas lojas do Pão de Açúcar da região Centro-Oeste arroz orgânico, mas o negócio está se mostrando inviável. Embora chegue aos supermercados do grupo em Brasília a R$ 3, 20 o quilo e seja vendido ao dobro ao consumidor, a cooperativa gaúcha tinha de arcar com todos os encargos e, assim mesmo, o produto ficava escondido, dificultando a estratégia de marketing do MST, de se apresentar a classe média com um produto saudável e barato.
A simples disputa pelo mercado institucional já provocou uma reação de produtores médios e de seus atravessadores. Em São José do Rio Preto, depois de ouvir indecorosas propostas de propina para dividir um contrato com uma falsa cooperativa, Altair denunciou o caso ao Ministério Público. “Tem gente criando cooperativa para fraudar o processo de compra. É para tentar desmoralizar o movimento e sacanear nosso projeto”, diz Altamir, um tanto sem jeito para brigar com adversários que o MST desconhecia, mas que fazem parte da guerra entre capitalistas, contra os quais as táticas barulhentas nem afetam os tímpanos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Agropecuária é responsável por 90% do desmatamento ilegal no Brasil


Derrubada irregular dá lugar ao gado e à soja. Grande parte dos produtos é destinada à exportação para Rússia, China, EUA e União Europeia, revela estudo.


Entre 2000 e 2012, a agropecuária foi responsável por metade do desmatamento ilegal nos países tropicais. No Brasil, até 90% da derrubada ilegal da floresta neste período ocorreu para dar lugar ao gado e à soja. Os números fazem parte de um estudo da organização Forest Trends, divulgado nesta quinta-feira (11/09).

Segundo o relatório da ONG americana baseada em Washington, as situações mais críticas foram registradas no Brasil e na Indonésia. No Brasil, parte considerável dos produtos cultivados nessas áreas ilegais vai para o mercado externo: até 17% da carne e 75% da soja. Os destinos incluem Rússia, China, Índia, União Europeia e Estados Unidos.

Brasil e Indonésia são os maiores produtores do mundo de commodities agrícolas para a exportação. O que é colhido nas terras desmatadas ilegalmente nesses países vai parar em cosméticos, produtos domésticos, alimentos e embalagens.

"Naturalmente, os países compradores também são responsáveis. Afinal, eles estão importando e consumindo produtos sem prestar atenção em como foram produzidos. Consequentemente, estão criando uma demanda. E as companhias envolvidas no negócio estão lucrando", avalia Sam Lawson, principal autor do estudo e consultor de instituições como o Banco Mundial e Greenpeace. Ele calcula que esse tipo de comércio gere uma receita de 61 bilhões de dólares, cerca de 140 bilhões de reais.

A pesquisa foi feita ao longo dos últimos três anos e reuniu dados publicados em mais de 300 artigos científicos, informações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e dados de satélite.

Ilegalidade no Brasil

Ao mesmo tempo em que o estudo aponta o Brasil como líder nesse tipo de ilegalidade, ele reconhece que o país reduziu dramaticamente o desmatamento desde 2004. A taxa de derrubada ilegal na Amazônia caiu mais de 70% se comparada aos índices medidos entre 1996 e 2005.

"No Brasil, as florestas também estão dentro de propriedades privadas. E, em muitos casos, o único documento que o produtor rural tem para justificar sua plantação é um certificado de posse da terra. Eles não têm, necessariamente, a permissão para cortar a floresta para dar lugar a essa plantação", diz Lawson.

Francisco Oliveira, diretor do Departamento de Políticas de Combate ao Desmatamento na Amazônia, do Ministério de Meio Ambiente, diz que a apropriação irregular de terras públicas, ou "grilagem", é uma das principais causas do desmatamento ilegal. "Um grileiro nunca vai buscar uma autorização de desmatamento", acrescenta.

O corte da mata também é feito por proprietários regulares de terra. Mas nem todos respeitam a lei: muitos retiram a vegetação nativa para expandir plantações sem a devida autorização, que é dada pelo governo estadual. Para aumentar o rigor na fiscalização, o governo federal pretende exigir que os estados repassem as autorizações de supressão de vegetação concedidas aos proprietários.

A legislação nacional obriga as propriedades rurais privadas a manter no mínimo 20% da vegetação natural, a chamada Reserva Legal. Por outro lado, ainda não existem dados oficiais que mostrem quem cumpre a lei. A esperança de separar "o joio do trigo" está no Cadastro Ambiental Rural (CAR), introduzido com o novo Código Florestal para ajudar no processo de regularização.

Esse cadastro tem que ser feito por todo proprietário e trará informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente, Reserva Legal, entre outros. "A pessoa sabe que entrou para um sistema e vai tomar os devidos cuidados para não desrespeitar a legislação, e quer ser respeitada por isso", analisa Oliveira.

Comida e floresta para todos

Cinco campos de futebol de florestas tropicais são destruídos a cada minuto para suprir a demanda por commodities agrícolas. A FAO também vê esses números com preocupação. A organização estima que, até 2050, o mundo precisará de cerca de 60 milhões de hectares extras para suprir a demanda por comida.

Para Keneth MacDicken, especialista em assuntos florestais da FAO, seria possível fazer essa expansão sem agredir as florestas. "Aumentar a produtividade, melhorar as técnicas e diminuir o desperdício são fundamentais", diz.

Para acabar com a produção agropecuária em terras desmatadas ilegalmente, é importante mostrar que a legalidade é rentável. "Nesse processo, empresas como a Embrapa são muito importantes. Porque elas ajudam os proprietários rurais a produzir de forma mais eficiente e mais rápida", exemplifica MacDicken.

Além do aumento na fiscalização e vigilância por satélite, Oliveira, do ministério de Meio Ambiente, aposta na parceria com produtores para mostrar que o consumidor também está ficando mais exigente. "Os compradores de soja no mercado internacional não estão querendo atrelar o nome ao desmatamento ilegal na Amazônia." Essa percepção criou a chamada "moratória da Soja", em que produtores se comprometeram a não estender o cultivo para áreas desmatadas.

Lawson só vê uma saída: "Nada vai funcionar se os governos não tomarem providências contra a ilegalidade". O pesquisador admite que, hoje, o tema é mais discutido entre produtores e consumidores do que há dez anos. No entanto, se os números do desmatamento associado à expansão da agropecuária ainda são altos, a conclusão é que "esse combate ainda não está sendo feito como deveria".

Fonte: http://www.dw.de/agropecu%C3%A1ria-%C3%A9-respons%C3%A1vel-por-90-do-desmatamento-ilegal-no-brasil/a-17914393